segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa

Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .Atualizado: 11/02/2013 15:02

Por BBC, BBC Brasil



"Dom Odilo Scherer (foto: Agência Brasil)"

Cinco brasileiros estarão entre os eleitores que escolherão o chefe da Igreja Católica em uma cerimônia secreta na Capela Sistina nas próximas semanas. Os cinco cardeais são também potenciais sucessores de Bento 16.



País com a maior população católica do mundo, o Brasil possui nove cardeais, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite de 80 anos para votar.



Veja quem são os brasileiros com chances de virar papa.



Dom Odilo Scherer



O cardeal arcebispo de São Paulo é um dos nomes brasileiros mais frequentes nas listas de possíveis sucessores de Bento 16.



Gaúcho de Cerro Largo e descendente de imigrantes alemães, dom Odilo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.



Dom Odilo foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado, e é considerado um moderado em termos doutrinários.



Em 2007 sucedeu dom Cláudio Hummes na Arquidiocese de São Paulo.



Em 2012, Scherer envolveu-se em uma polêmica ao desprezar o candidato mais votado para a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).



Ele escolheu um nome mais alinhado à cúpula da Igreja Católica, causando revolta entre alunos e professores.



Dom João Braz de Aviz



Ex-arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz é hoje, aos 65 anos, o brasileiro que ocupa o mais alto cargo na hierarquia vaticana.



Nascido em Mafra, em Santa Catarina, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória, no Espírito Santo, em 1994 e chefe da igreja em Brasília, em 2004.



Em 2011 deixou a capital federal para ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. No ano seguinte, foi nomeado cardeal por Bento 16.



Dom Cláudio Hummes



O cardeal dom Cláudio Hummes, de 78 anos, é um dos brasileiros com maior trânsito na burocracia vaticana.



Ex-arcebispo de São Paulo, foi prefeito para a Congregação para o Clero (espécie de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina.



Gaúcho da cidade de Montenegro, era considerado um dos mais prováveis sucessores do antigo papa João Paulo 2º. Devido à idade, tem as chances reduzidas neste momento.



Dom Raymundo Damasceno Assis



Cardeal arcebispo de Aparecida, São Paulo, dom Raymundo Damasceno também é presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).



Mineiro de Capela Nova, deve renunciar em breve à Arquidiocese de Aparecida, já que alcançou a idade limite de 75 anos.



Dom Raymundo Damasceno é doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e foi ordenado bispo de Brasília em 1986.



Dom Geraldo Majella Agnelo



Arcebispo aposentado de Salvador, o cardeal dom Geraldo Majella Agnello nasceu em Juiz de Fora (MG) tem 79 anos.



Ele deixou a chefia da igreja na capital baiana quando completou 75 anos, mas ainda terá direito a voto na eleição do novo papa.



Dom Geraldo foi ordenado padre em São Paulo em 6 de agosto de 1978, no dia da morte do papa Paulo 6º. Aos 44 anos virou bispo de Toledo, no Paraná.

Doutor em Teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma, foi indicado arcebispo de Salvador em 1999.



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Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .últimas notícias.Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa

11/02/2013 15:02 - BBC Brasil

Cinco dos nove cardeais terão direito a voto e são potenciais sucessores de Bento 16.

.Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais

11/02/2013 15:19 - EFE Multimedia

Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- O Vaticano fará uma cerimônia de despedida a Bento XVI antes do término de seu Pontificado, previsto para o próximo dia 28, à qual devem comparecer fiéis de todo o mundo 'e autoridades de muitos países'.

.Praça de São Pedro vira um fervedouro de comentários sobre a renúncia papal

11/02/2013 15:18 - EFE Multimedia

Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- Acostumada à chegada de centenas de turistas, peregrinos e fiéis, a Praça de São Pedro, no Vaticano, se transformou hoje em um fervedouro de comentários em relação à decisão tomada pelo papa Bento XVI de deixar o pontificado no próximo dia 28.

.Praça de São Pedro se torna fervedouro de comentários sobre renúncia do papa

11/02/2013 14:51 - EFE Multimedia

(corrige título) Gonzalo Sánchez.

.Bento 16: um papa conservador perseguido por escândalos

11/02/2013 14:53 - Reuters

Por Philip Pullella CIDADE DO VATICANO, 11 Fev (Reuters) - O Papa Bento 16 foi aplaudido pelos conservadores por tentar reafirmar a identidade católica tradicional, mas os liberais o acusavam de atrasar as reformas e prejudicar o diálogo ...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Santa Maria: 138 pessoas permanecem internadas no RS



Bruno Bocchini
Enviado Especial

Porto Alegre – Quatro dias após o incêndio na boate Kiss, 138 pessoas permanecem internadas em hospitais de Santa Maria, Porto Alegre, Canoas, Ijuí e Caxias do Sul. Desses, 87 continuam em unidades de tratamento intensivo (UTI), dos quais 11 já respiram sem a necessidade de ventilação mecânica. O restante dos internados (51) está em enfermarias ou em observação.Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul.

O hospital com maior número de pacientes internados em UTI, onde são tratados os casos mais graves, é o da Caridade, em Santa Maria, com 22 pacientes: 21 com ventilação mecânica. Na UTI do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, há 16 pacientes na UTI (14 com ventilação mecânica).

Oito hospitais da região metropolitana de Porto Alegre estão tratando os feridos. São 60 pacientes no total: três em enfermaria e 57 em UTI (desses, 48 com ventilação mecânica).

Em Santa Maria, onde três hospitais atendem as vítimas do incêndio, há 76 feridos internados: 47 em enfermarias ou em observação e 29 em UTI (sendo 27 com ventilação mecânica). Ainda há um paciente na enfermaria em Ijuí e um paciente em Caxias do Sul está na UTI, respirando com a ajuda de aparelhos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Justiça nega liberdade a sócio

da boate Kiss




Justiça nega liberdade a sócio da Kiss (© Agência Brasil)

O juiz da Comarca de Santa Maria (RS) Afif Simões Neto negou nesta quinta-feira (31) o pedido de liberdade provisória em favor de Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, um dos sócios da boate Kiss, onde ocorreu o incêndio que matou 235 pessoas na madrugada do último domingo.
Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o magistrado afirmou que não há motivos plausíveis para desfazer a sentença do juiz Régis Adil Bertolini, que determinou a prisão.
"O decreto de prisão temporária embasou-se em sólidos fundamentos fáticos e jurídicos, principalmente no que diz respeito à necessidade da custódia para a investigação que se encontra em curso", destacou Simões Neto.
Ainda segundo a decisão do magistrado, a polícia deverá tomar novo depoimento do sócio "agora que já foram reunidos mais elementos para o aprimoramento do trabalho investigativo". Spohr está internado, sob custódia, em Cruz Alta, cidade vizinha a Santa Maria, e o médico ainda não o liberou para prestar novo depoimento. Ele está preso temporariamente por cinco dias e deve ser posto em liberdade amanhã (1º).
Além dele, estão presos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no dia da tragédia, e o outro sócio da boate, Mauro Hoffman.

Tentativa de suicídio
Ontem, o delegado Marcelo Arigony, que cuida das investigações, confirmou que Spohr tentou se matar na noite de terça-feira (29). Ele teria usado a mangueira do chuveiro para tentar se enforcar. “Mas ele está bem e foi agora algemado na cama para evitar novas tentativas”, disse o delegado.
“Pedimos a prisão temporária por 30 dias e só conseguimos cinco. Agora precisamos renovar essas prisões e estamos com dificuldade. Não é culpa do promotor, do juiz ou do delegado, é a legislação que exige requisitos muito específicos”, afirmou Arigony.
Segundo ele, há uma preocupação com a preservação de provas e que os suspeitos possam corromper testemunhas. “Um deles [sócio da boate], por exemplo, tem muita influência sobre os funcionários”, explicou.
Apesar disso, o promotor criminal Joel Dutra também admitiu que será difícil manter os suspeitos presos. De acordo com ele, a legislação é feita para privilegiar a liberdade, enquanto não houver julgamento, questões como o clamor público não podem ser usadas para justificar as prisões temporárias. “É preciso comprovar requisitos muito específicos [de acordo com a jurisprudência], como a possibilidade de fuga ou a reincidência no crime, coisas que aparentemente não são prováveis de acontecer neste caso”, explicou.
Segundo ele, o Código de Processo Penal Brasileiro prevê a substituição da prisão por medidas preventivas como proibir que os suspeitos deixem a cidade. Nem a preservação da integridade física dos próprios presos, diante do clima emotivo que se estabeleceu em Santa Maria, poderá ser usada como justificativa para manter a prisão deles. “Caberá ao Estado garantir a integridade dessas pessoas, não se pode mantê-las presas sob essa justificativa”, completou o promotor.
*Com informações da Agência Brasi

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Enterros no RS

 

Vítimas de incêndio na boate no RS são sepultados


Vítimas de incêndio na boate no RS são sepultadas - 1 (© Evelson de Freitas AE)
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Verão começa com tempo chuvoso no Rio Grande do Sul (Postado por Lucas Pinheiro)

 O primeiro dia do verão no Rio Grande do Sul terá tempo chuvoso. O céu fica encoberto em todo o estado, e as pancadas de chuva atingem a maioria das regiões nesta sexta-feira (21). Há previsão de trovoadas e chuva forte em áreas isoladas. A instabilidade alivia o calor. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as máximas ficam em torno de 30°C.

Na quinta-feira (20) o Inmet registrou 39,7°C em Campo Bom, no Vale do Sinos, e 39,1°C em Porto Alegre. Um temporal entre a tarde e a noite deu início às mudanças no tempo.

Para o fim de semana a previsão indica que o tempo seco volta a predominar no estado. No sábado (22) o céu deve ficar parcialmente nublado e com chuva apenas na Região Norte. Já no domingo (23) as pancadas devem se concentrar em pontos do Noroeste. As temperaturas também voltam a aumentar, passando dos 30°C.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Grupo explode banco, faz reféns e foge após troca de tiros no RS (Postado por Lucas Pinheiro)

Um grupo de assaltantes arrombou uma agência bancária com uso de explosivos na cidade de Antônio Prado, na Serra do Rio Grande do Sul, na madrugada deste sábado (15). Foi por volta das 3h15, segundo a Brigada Militar do município. Os suspeitos fizeram três reféns, duas pessoas que passavam pelo local e o motorista de um caminhão, que foi abordado, para servir como escudo na ação. Depois, conseguiram fugir levando uma quantia em dinheiro.

 Outro caminhão foi atingido por tiros nos pneus, mas o condutor não parou o veículo. Ele parou em frente ao posto da Brigada Militar e pediu socorro. "Quando as viaturas (da polícia) se aproximaram houve confronto. Havia também indivíduos em cima de morros nas redondezas, que efetuaram disparos, mas ninguém foi atingido. Eles estavam em bastante gente, talvez uns sete", contou o soldado Maicon Pozza ao G1.

Também não ficou esclarecido quantos carros os assaltantes usaram na ação. A polícia viu um Mégane. Neste veículo os suspeitos que estavam na agência bancária fugiram com os reféns em direção à localidade de Vila Flores. No caminho as pessoas foram libertadas.

Nas buscas, os policiais encontraram uma pistola calibre 40 com a numeração raspada. A Brigada Militar conta como reforço da Polícia Civil nas buscas na região da Serra. Os reféns foram encaminhados para a delegacia de Antônio Prado para prestar depoimento.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Família tenta na Justiça a cirurgia de menino ligado a respirador no RS (Postado por Lucas Pinheiro)

 A família de Jackson Rafael Ferreira Bottim, de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, pretende dar um presente especial para o garoto que completa oito anos no sábado (15). Não se trata, porém, de uma bicicleta ou de um videogame, mas de um aparelho mais complicado: um marca-passo diafragmático. A família briga na Justiça para conseguir o implante, que daria qualidade de vida ao menino.

Jackson ficou tetraplégico em 2010, após ser atropelado por um carro em Garibaldi, município próximo a Caxias do Sul. Desde então, vive “preso” em casa. O acidente afetou a função respiratória do menino, que depende de um ventilador mecânico e um cilindro de oxigênio para respirar.

 Como o aparelho é alimentado por energia elétrica, o garoto não pode ir para a rua, não pode frequentar a escola e não pode ter vida além das paredes da casa da família. Além disso, também precisa torcer para que não falte luz por mais de cinco horas – o tempo de duração da bateria do respirador – no bairro Cristo Redentor, onde mora.

Para sobreviver, Jackson respira por um tubo enfiado no pescoço, por onde entra o ar. Ao mesmo tempo em que mantém o garoto vivo, a cavidade aberta por uma traqueostomia provoca complicações de saúde do menino. Segundo a família, Jackson vive tendo pneumonias.

Para melhorar a qualidade de vida, ele necessitaria de um marca-passo diafragmático. O aparelho consiste em eletrodos e receptores implantados cirurgicamente, associados a um transmissor que envia sinais de rádio através de antenas colocadas sobre os receptores. Sem fios, sem traqueostomia, permitiria que Jackson tivesse uma vida mais normal. Porém, o custo do aparelho, de R$ 388 mil, é inviável para a família que vive com menos de dois salários mínimos.

A mãe de Jackson, Simone Ferreira, 34, diz que tentou conseguir a cirurgia e a compra do aparelho junto a secretarias da saúde. Segundo ela, a Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul reconheceu a necessidade do aparelho, mas disse não ter condições de custear as despesas. Na Secretaria Estadual, ela diz que nem sequer obteve resposta.

 “Estado e município ficam empurrando um para o outro. O município diz que não teria como arcar, e o estado diz que o dever seria do município. A minha maior angústia é o risco de morte do meu filho”, conta Simone.

Tempo de espera pode chegar a seis meses
Sem resolução dos órgãos de saúde, a família procurou a Justiça para tentar conseguir a cirurgia de Jackson. Um escritório de advocacia de Belo Horizonte, experiente em casos semelhantes, foi contratado. O pedido foi feito no dia 27 de novembro. O juiz intimou as secretarias, em caráter de urgência, para que se manifestem sobre a situação.

“Após 10 dias (21 de dezembro), ele (juiz) define se vai ou não dar a liminar. A partir do momento que der a liminar, o prazo para cumprimento é imediato. É um equipamento fabricado nos Estados Unidos, mas uma empresa no Brasil tem a exclusividade na venda. Mas temos o temor de o poder público ignorar a decisão judicial, o que é muito comum”, explica o advogado Frederico Damato.

A equipe de Damato foi procurada justamente por já ter atuado com sucesso em casos semelhantes. Em 2012, eles conseguiram na Justiça a cirurgia para uma criança de São Paulo e outra de Brasília. Porém, o tempo de espera desde o ingresso na Justiça até a cirurgia chega a seis meses.

“Todos os governos protelam muito, alguns inventam mentira, não é nem defesa, dizendo que o marca-passo não tem registro na Anvisa, não cumprem decisão. Em Brasilia, tivemos um caso que passou 90 dias da liminar e não cumpriram. Em média, cada caso levou uns seis meses para a resolução”.

Garoto ganharia qualidade de vida com aparelho
Após a cirurgia, o marca-passo leva 15 dias para ser ligado. É o tempo que o corpo demora para completar a cicatrização, de acordo com as informações repassadas por médicos à família de Jackson. O aparelho é ligado aos poucos. No início, funciona por uma hora, depois vai aumentando o tempo até que o paciente vá se acostumando.

“Esse marca-passo daria um pouco mais de qualidade de vida ao Jackson. Poderia ir para a escola, ir a um parquinho, a festas de aniversário, ficaria um pouco mais livre. Hoje a rotina dele é cadeira de rodas e cama”, diz Simone.

“No início, o paciente ainda precisa seguir usando a ventilação mecânica. Aos poucos vai sendo substituído pelo marca-passo. Temos um paciente de São Paulo que já utiliza o marca-passo por 22 horas e 30 minutos diariamente”, acrescenta o advogado.

Por conta da impossibilidade de sair de casa, Jackson está atrasado nos estudos. Uma professora dá aulas ao menino na casa da família apenas uma vez por semana. Atualmente, ele cursa o 2º ano do Ensino Fundamental. “Ele está matriculado, a professora vem em casa, mas fica prejudicado em relação as turmas. Meu medo é que ele fique semianalfabeto. O cognitivo dele é perfeito, o que impede de sair de casa é o respirador”, diz a mãe.

A volta ao convívio diário com colegas e amigos é um dos fatores que a médica de Jackson, Tatiana Moratelli, destaca entre os mais importantes no tratamento. Segundo ela, quando colegas de escola fizeram uma visita à casa da família, a alegria do menino foi imensa. "Ele era uma criança que ficava revoltada com a situação. A parte social dele também foi afetada. Hoje ele já entende melhor e quer receber essa liberdade", salienta.

 O que dizem as secretarias da saúde
Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul informou que não consta nenhuma pendência de procedimentos, consultas e exames em nome de Jackson no Sistema da Secretaria da Saúde (SISSAP). Entre setembro e outubro de 2012, o paciente recebeu cadeira de rodas e implantes de órteses do munícipio, informa o órgão.

Segundo a secretaria, por se tratar de uma tecnologia nova, “não reconhecida pelo Ministério da Saúde, o implante do marca-passo diafragmático não está previsto na tabela (SIGTAP) de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS)”. O texto ressalta que, no Brasil, a colocação do marca-passo é realizada por apenas um médico de São Paulo e que “o equipamento é produzido por uma empresa americana, tendo como valor total de R$ 388 mil. Além disso, o custo da equipe médica é de R$ 140 mil”.

Também por nota, a Secretaria Estadual diz que, até o momento “o município de Caxias do Sul ainda não cadastrou junto ao Estado o pedido de atendimento especializado para o usuário citado”. Seria obrigação do município fazer esse cadastro caso não tenha condições de realizar o procedimento na própria cidade e precise de encaminhamento para Porto Alegre, diz o texto.

A secretaria Estadual da Saúde informa que a marcação de consultas especializadas em Porto Alegre para pacientes do Interior é, desde novembro de 2011, regulada pelo Estado por meio de um sistema informatizado. O município que solicita a consulta faz um cadastro no sistema, e a Central Estadual de Regulação Ambulatorial cruza os dados com a oferta de Porto Alegre para a especialidade necessária. Conforme a disponibilidade, a central marca a consulta e informa a data e o local para o município solicitante, que tem a responsabilidade de informar ao paciente.

Caso a consulta resulte em um encaminhamento para cirurgia ou outro procedimento, esse trâmite se dá dentro do próprio hospital em que a consulta foi realizada, diz a secretaria. Quando o paciente cadastrado é colocado como sem prioridade (sem urgência) a definição de quem será encaminhado é do município dentro da cota que ele possui. “Quando o paciente é prioritário (casos de urgência) ele é direcionado para a cota que o Estado tem específica para esses casos que necessitam de um encaminhamento mais rápido”, ressalta o texto.

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.