quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Policial supera preconceito e vira 'patroa' de Centro Tradições Gaúchas (Postado por Lucas Pinheiro)

"Tenho certeza de que este cargo abre muitas portas para outras mulheres", disse a patroa-eleita, em entrevista ao G1. "Outras mulheres haviam assumido cargos de importância em CTGs, mas estar neste centro pioneiro tem muita relevância", explicou. Depois de 63 anos existência e de ter tido 31 patrões, o 35 CTG elegeu Márcia por uma diferença de 15 votos (68 votos a 53), apostando no que foi visto como um "choque de modernidade".
Márcia contou que faz parte do 35 CTG desde os 5 anos de idade. "Cresci ali dentro", disse. Ela contou que enfrentou preconceito quando apresentou sua candidatura a patroa, especialmente logo no início da campanha. "Com o tempo isso foi se amenizando, pois todos me conheciam dentro do CTG, onde eu era há oito anos responsável pela área cultural", disse.
Além da questão de gênero, Márcia disse que o principal tema de sua campanha foi uma proposta de "mudança" e de resgate de tradições para atrair de volta sócios que se afastaram do 35 CTG.
"Tive vontade de concorrer a patroa, até porque nenhuma mulher nunca tinha concorrido a este cargo, e montei uma proposta de mudança, buscando resgatar valores do homem do campo, como trabalho, respeito e hospitalidade. Queremos resgatar bailes, trazer gente nova para o CTG e ajudar a preservar nossa cultura", disse. Segundo ela, o 35 CTG tem 800 sócios, mas apenas 200 deles participam ativamente. "As pessoas foram se afastando, e queremos atrair elas de volta com a promoção de atividades e eventos", disse.
Para Luiz Carlos Maffei, atual patrão do 35 CTG, a eleição da primeir patroa da entidade é mais um sinal de que as mulheres estão ganhando espaço em todo o país. "Temos uma presidente mulhers, porque não mais uma líder no CTG", disse, em entrevista ao G1. Segundo ele a vitória de Márcia foi vista "com tranquilidade", e ajudou a dar mais ênfase ao CTG. "Começamos 35 CTG como uma reunião de homens, mas aos poucos as mulheres foram ganhando espaço."
Maffei já está encerrando seu segundo mandato como patrão do 35 CTG. Ele passa a liderança da entidade no final de dezembro.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Adolescente é libertado depois de 30 horas em cativeiro no RS (Postado por Erick Oliveira)

Um adolescente de 16 anos que havia sido sequestrado na segunda-feira (8) de um colégio na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, foi libertado após 30 horas de cativeiro. Segundo a polícia, ele chegou a ser atropelado pelos sequestradores e permaneceu amarrado e vendado em um local a mais de 300 km da casa onde mora.
Segundo a Polícia Civil, o estudante foi levado quando saía do colégio onde estuda por volta das 12h30. Ele foi perseguido por um homem e, quando tentava fugir correndo, foi atropelado por um dos dois veículos utilizados no sequestro. Os homens deram uma coronhada no menino e o colocaram no carro.
Desde então, segundo a polícia, nenhum contato foi feito pelos bandidos. Testemunhas levaram a polícia a identificar os automóveis e prender dois suspeitos na noite desta terça. Um deles confirmou participação no sequestro e apontou o local do cativeiro, na cidade de Sapucaia do Sul.
A polícia se dirigia para o local, a cerca de 350km de Cruz Alta, quando recebeu a informação de que o adolescente havia sido libertado em um matagal em Cachoeirinha, a 15 km do cativeiro. O estudante pediu ajuda para um morador, que chamou a Brigada Militar. Ele foi libertado por volta das 17h desta terça.
De acordo com a delegada Sabrina Teixeira, responsável pelas investigações na 2ª Delegacia de Polícia de Cruz Alta, o objetivo da quadrilha era o dinheiro da família. “São quatro envolvidos. Dois estão presos, um foi identificado e o quarto não sabemos de quem se trata. Os dois que estão presos conheciam a vítima, sabiam das condições financeiras da família”, afirma.
Segundo ela, o adolescente, que chegou por volta das 3h desta quarta a Cruz Alta, onde reencontrou a família, foi ouvido apenas informalmente pela polícia, pois estava cansado e abatido. Ele afirmou que ficou machucado, já que bateu as costas contra o parabrisas do carro, e depois foi atingido pela coronhada, mas que não foi agredido no cativeiro.
O estudante disse ainda que ficou o tempo todo com a cabeça coberta por um capuz preto, com as mãos amarradas com os próprios cadarços e com os pés presos por algemas de plástico. Durante as 30 horas de cárcere, ele recebeu apenas um pão e água para se alimentar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pai e filhos são resgatados após mais de 15 horas à deriva em lagoa no RS (Postado por Erick Oliveira)

Pai e dois filhos foram resgatados na manhã desta quinta-feira (3) depois de mais de 15 horas à deriva na Lagoa dos Patos, próximo ao município de Palmares do Sul, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o barco ocupado pela família afundou por volta das 18h desta quarta. Os três ficaram à deriva, boiando, durante toda a noite. As buscas tiveram início apenas pela manhã.
O grupo se aproximou da costa durante a manhã e foi encontrado por pescadores da região, que avisaram os bombeiros por volta das 9h. O pai de 53 anos e um dos filhos, de 14 anos, estavam de colete. O outro filho, de 28 anos, ficou agarrado a uma boia. Ele foi encaminhado ao Hospital Pronto Socorro com hipotermia com ajuda de um helicóptero da Brigada Militar.
Ainda segundo os bombeiros, as buscas somente tiveram início durante a manhã porque não havia condições para a utilização de botes na lagoa durante a noite.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mulher é presa após matar inquilino e pagar R$ 30 para esconder o corpo (Postado por Lucas Pinheiro)

Uma mulher de 35 anos foi presa após matar o inquilino a golpes de machadinha e pagar R$ 30 para esconder o corpo da vítima, em São Leopoldo (RS). O crime aconteceu na terça-feira (25) e autora foi descoberta na quinta-feira (27). A violência e frieza da mulher fizeram do caso o principal assunto nas rodas de conversas na região central da cidade.

Segundo o delegado Alencar Carraro, responsável pela investigação do caso, a mulher está presa na Prisão Modulada de Montenegro, onde vai aguardar a conclusão do inquérito e a decisão da Justiça sobre seu destino. "Quando presa, ela nos confessou durante o depoimento que agiu para defender o filho de 9 anos, que teria sido agredido pela vítima durante uma discussão. O crime virou o assunto da semana por aqui."

Carraro explicou ainda que o corpo da vítima só foi descoberto por moradores da região, que foram mexer nos objetos que foram desfeitos por ela e chamara a polícia quando viram os pés de uma pessoa sob um sofá. "A mulher, inicialmente, deixou o corpo no mesmo lugar onde ela o agrediu com golpes de machadinha no peito e na cabeça da vítima. Em seguida, ela foi com o filho, que presenciou o crime, para um bar, onde passou toda a noite por lá", disse o delegado.

Ainda segundo a investigação, a mulher voltou para casa no dia seguinte, ainda sem saber se a vítima estava morta ou não. "Quando ela percebeu que o rapaz tinha morrido, ela nos disse que ficou assustada e pegou algumas roupas e foi com o filho para casa de parentes. Foi aí que ela resolveu contratar um motorista para fazer o carreto. Ela aproveitou para se desfazer de alguns móveis e ainda explicou para o rapaz do frete que o forte cheiro que exalava o material era de um cachorro morto. Essa foi a estratégia dela para que o motorista não desconfiasse do corpo da vítima entre os objetos", afirmou Carraro.

O delegado disse também que conseguiu encontrar o motorista. "Em depoimento, ele confirmou essa informação e disse que não desconfiou que estava transportando um corpo, pois a mulher teria sido muito convincente de que se tratava de um cachorro morto. Ele também nos confirmou que recebeu R$ 30 pelo frete."

Carraro afirmou que o filho da mulher será ouvido com ajuda de psicólogos e assistentes sociais. "Ele presenciou o crime e o depoimento dele vai servir apenas para confirmar as versões dela e motorista".

sábado, 29 de outubro de 2011


29 de outubro de 1945 – Vargas renuncia. Chega ao fim o Estado Novo

29 de outubro de 1945 – Vargas renuncia. Chega ao fim o Estado Novo
Enviado por: Alice Melo

A queda dos governos autoritários na Europa, com o fim da Segunda Guerra, era o prenúncio de que o Estado Novo estava com os dias contados. No dia 29 de outubro Getúlio Vargas não tinha maiscomo escapar: grande parte da população, principalmente os estudantes, ia às ruas clamando por liberdade e democracia; e o Exército, desejoso de poder, preparava um golpe armado. Apesar do apoio do seu eleitorado, que pedia Vargas à frente da nova constituinte, o presidente não teve escolha e teve que renunciar, concluindo assim os seus 15 anos de governo.

O estopim da insurreição foi o fato de Vargas ter nomeado como Chefe de Polícia o seu irmão, Benjamin Vargas, dias após ter adiado as eleições presidenciais, marcadas para dois de dezembro. Góis Monteiro, Chefe do Estado Maior, assim que soube que Benjamim ocupara o alto cargo, convocou a cúpula das Forças Armadas e decidiu não protelar o golpe.

“A consciência da grave situação que o País atravessa, e a intenção perene de contribuir até o derradeiro sacrifício para evitar a anarquia, fizeram com que eu voltasse a ocupar o cargo de Ministro da Guerra. Renunciei a todas as vantagens (...) para tentar um desesperado esforço no sentido de impedir que o Exército se tornasse presa de políticos sem entranhas e, em conseqüência, se dividisse e afundasse no faciosismo, em vez de continuar como garantia de ordem e da integridade nacional”, escreveu Góis Monteiro em carta ao povo brasileiro.

No dia seguinte à renúncia, assumiu como presidente interino o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que logo restabeleceu para dois de dezembro o dia do pleito que elegeria Eurico Gaspar Dutra como Chefe de Estado do Brasil.

Apesar de ter deixado o governo, Vargas continuou atuando na política brasileira: apoiou a candidatura de Dutra e, cinco anos depois, lançou-se candidato à Presidência, sendo eleito democraticamente e permanecendo no poder até 1954, quando cometeu suicídio.

Fonte: JBlog

terça-feira, 25 de outubro de 2011

STJ autoriza casamento gay para casal de gaúchas (Postado por Lucas Pinheiro)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, em julgamento concluído nesta terça-feira (25), o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Quatro dos cinco ministros da quarta turma do tribunal decidiram autorizar o casamento de um casal de gaúchas que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar o estado civil.

A decisão que beneficia o casal gaúcho não pode ser aplicada a outros casos, porém abre precedente para que tribunais de instâncias inferiores ou até mesmo cartórios adotem posição semelhante.

Foi a primeira vez que o STJ admitiu o casamento gay. Outros casais já haviam conseguido se casar em âmbito civil em instâncias inferiores da Justiça. Neste caso, porém, o pedido chegou ao STJ porque foi rejeitado por um cartório e pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O primeiro casamento civil no país ocorreu no final de junho, quando um casal de Jacareí (SP) obteve autorização de um juiz para converter a união estável em casamento civil.

O julgamento se iniciou na semana passada, com a maioria dos votos favoráveis à causa. A sessão, no entanto, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Buzzi, o último a proferir seu voto. Em seu voto nesta terça, ele seguiu o relator do processo, em favor do casamento.

Buzzi destacou que o Código Civil, que disciplina o casamento entre heterossexuais, "em nenhum momento" proíbe "pessoas de mesmo sexo a contrair casamento".

"O núcleo de pessoas surgido de casais homossexuais se constitui, sim, em família. De outro lado, o casamento [...] constitui-se o instrumento jurídico principal a conferir segurança aos vínculos e deveres conjugais", declarou.

Apenas o ministro Raul Araújo Filho, que havia se manifestado a favor na primeira parte do julgamento, mudou seu voto, contra o casamento. Ele afirmou que não cabe ao STJ analisar o caso, mas sim ao STF. Argumentou ainda que o casamento civil não é um mero "acessório" da união civil.

"Não estamos meramente aplicando efeito vinculante da decisão do STF, mas sim dando a decisão um interpretação que não podemos fazer", alegou.

Pedido
O casal entrou com o pedido de casamento civil antes mesmo da decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio deste ano, que equiparou a relação homoafetiva à união estável. A identidade de ambas não pode ser revelada porque o processo tramita em segredo de Justiça.

Elas pediram em cartório o registro do casamento e, diante da recusa, resolveram entrar na Justiça. Mas o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou improcedente a ação, o que levou as gaúchas a recorrerem ao STJ.

Ao reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, em maio deste ano, o STF deixou em aberto a possibilidade de casamento, o que provocou decisões desencontradas de juízes de primeira instância.

Há diferenças entre união estável e casamento civil. A primeira acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal. O segundo é um contrato jurídico-formal estabelecido entre duas pessoas.

Julgamento
Na semana passada, o relator do processo, Luis Felipe Salomão, foi favorável ao pedido das gaúchas e reconheceu que o casamento civil é a forma mais segura, segundo ele, de se garantir os direitos de uma família.

"Se é verdade que o casamento civil melhor protege a família e sendo múltiplos os arranjos familiares, não há de se discriminar qualquer família que dele optar, uma vez que as famílias constituídas por casais homossexuais possuem o mesmo núcleo axiológico das famílias formadas por casais heterossexuais", disse em seu voto.

O advogado do casal, Paulo Roberto Iotti Vecchiatt, sustentou que, no direito privado, o que não é expressamente proibido, é permitido. Ou seja, o casamento estaria autorizado porque não é proibido por lei.

Para Vecchiatti, o essencial de qualquer relação amorosa é "formar uma família conjugal, cuja base é o amor familiar". "A condição de existência do casamento civil seria a família conjugal e não a variedade de sexos", argumentou.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vigilância confirma pH impróprio para consumo em lote de Toddynho no RS (Postado por Erick Oliveira)

O Centro de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul divulgou nesta quinta-feira (6) que examinou até o momento 23 amostras de 13 lotes do achocolatado Toddynho após várias pessoas terem passado mal após ingerirem o alimento. Segundo o órgão, um lote teve confirmado um pH impróprio para o consumo humano.
Segundo a Vigilância, as análises apontam que o lote L4 32, com data de validade de 19/02/2012, apresenta pH insatisfatório (13,3 - alcalino), semelhante ao da soda cáustica e "considerado um índice muito alto para um alimento e compatível com as alterações clínicas relatadas pelos pacientes”. Entre as reações estão ardência e lesões nas mucosas da boca.
Agora, já chegam a 32 ocorrências suspeitas de intoxicação notificadas à Vigilância em 12 cidades gaúchas. Até quarta-feira (5), 29 casos haviam sido registrados. Inicialmente, eram apenas quatro casos.
A vigilância diz que aguarda o resultado do laudo da inspeção realizada na indústria pela Vigilância Sanitária de São Paulo e pronunciamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o caso.
O órgão manteve a interdição cautelar de todos os lotes do produto no comércio distribuidor e varejista do Rio Grande do Sul e recomenda que a população não ingira o produto.

Foram notificados casos de intoxicação em Cachoeirinha (1 casos), Canoas (2), Caxias do Sul (3), Chiapetta (1), Erechim (2), General Câmara (1), Gravataí (6), Passo Fundo (1), Porto Alegre (10), Rio Pardo (1), São Leopoldo (2) e Taquari (2).

A assessoria de imprensa da PepsiCo, que produz o Toddynho, diz que divulgará uma nota sobre o caso.

Na sexta-feira (30), a Pepsico havia informado que lotes com problemas foram retirados de circulação e que tomou conhecimento de alteração na qualidade de cerca de 80 unidades de 200 ml de Toddynho Original, comercializadas na região metropolitana de Porto Alegre.

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.