sábado, 30 de maio de 2009

Grêmio: 1983 - O Ano Azul (Trailer)

domingo, 17 de maio de 2009

Campanha de tucana no RS é objeto de nova suspeita

da Agência Folha, em Porto Alegre

Uma troca de e-mails, em setembro de 2006, entre o então candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul Paulo Feijó (DEM) e o tesoureiro da campanha de Yeda Crusius (PSDB) indica que foram recebidos pelo menos R$ 25 mil não declarados à Justiça Eleitoral, segundo a revista "Veja".

Em mensagem ao tesoureiro Rubens Bordini, Feijó diz ter recebido R$ 25 mil da concessionária da General Motors Simpala em dinheiro vivo. O dinheiro, diz a revista, foi enviado ao tesoureiro em uma mochila.

Yeda e seu vice romperam politicamente no segundo turno. Os e-mails de Feijó não são os primeiros indícios da existência de caixa dois na campanha de Yeda. A tucana enfrenta a suspeita de que dinheiro doado ilegalmente por empresas de tabaco bancaram parte da compra da casa onde ela mora.

A Procuradoria Regional Eleitoral apura possíveis crimes eleitorais na campanha tucana e pleiteia autorização do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que a Polícia Federal investigue Yeda pela compra do imóvel.

A governadora foi procurada pela Folha, mas sua assessoria não emitiu comentário sobre a nova acusação. Em ocasiões anteriores, ela negou a existência da prática de caixa dois.

O advogado de Yeda, Eduardo Alckmin, não comentou a denúncia, alegando não ter tido conhecimento da reportagem, mas afirmou que a acusação do vice-governador é movida por interesse político.

A Folha procurou Paulo Feijó, o gerente de relações institucionais da GM no Estado, Marco Kraemer, e a presidente do PSDB-RS, Zilá Breitenbach. Ninguém ligou de volta.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tarso se impacienta com Berzoini e exige 'desculpas'




Fotos: ABr e Folha



O ministro petista Tarso Genro (Justiça) está uma arara com o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).



Tarso foi escolhido pela maioria do PT gaúcho como candidato da legenda ao governo do Rio Grande do Sul.



No último sábado (2), o diário Zero Hora veiculara uma entrevista na qual Berzoini criticara a precocidade da decisão do petismo estadual.



Dissera que a escolha do nome de Tarso era “informal”. Por quê? Ocorreu antes da definição da candidatura presidencial. Algo que afrontaria o estatuto do PT.



Nesta segunda (4), o mesmo Zero Hora publica a reação de Tarso. Abespinhado, o ministro exige um pedido de desculpas de Berzoini.



Referiu-se à manifestação do presidente nacional do PT como “um momento muito infeliz”. Por trás da arenga está o PMDB.



Às voltas com a costura dos palanques estaduais da presidenciável Dilma Rousseff, Berzoini ambiciona uma composição com o PMDB gaúcho.



Algo que parece improvável. Ouça-se o senador Pedro Simon, que preside o diretório do PMDB no Rio Grande do Sul:



“Não posso dizer que é impossível, mas fácil não é. Nos últimos tempos, PT e PMDB têm sido dois polos opostos nas eleições gaúchas...”



“...Se eles nos apoiarem, o que vamos fazer? No Estado, são eles [os petistas] que são complicados e não nós”.



Agora, ouça-se Tarso: “Respeitamos o PMDB, mas o partido é o nosso adversário, um apoiador forte do governo Yeda Crusius [PSDB]...”



“...Isso não significa nenhum desmerecimento do PMDB. Mas até estranho que um presidente de partido [Berzoini] ofereça um apoio não pedido”.



Para o ministro, as declarações do companheiro-presidente, “são constrangedoras e ofendem todo o partido no Estado”.



Tarso completa: “São declarações que apontam até como irrelevantes as pré-candidaturas apresentadas pelo PT gaúcho...”



“Berzoini vai ter de pedir desculpas ao partido no Estado”.

Perguntou-se a Tarso o que teria motivado a manifestação de Ricardo Berzoini.



E ele: “Uma incompreensão, um desconhecimento completo do que ocorre no Rio Grande do Sul...”



Um desconhecimento do “fato de que temos um partido programático, politizado e ético. Foi um momento muito infeliz”.

Escrito por Josias de Souza às 04h32

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Senador Paulo Paim: Pré-Candidato a Presidente da República


Me sinto em condição de saber administrar ou governar


01 de fevereiro de 2009 - ELEIÇÕES 2010 - Entrevista - Zero Hora

Com discrição, o senador Paulo Paim (PT) liberou entidades de aposentados e negros a iniciar uma cruzada nos Estados e na internet para disseminar a possibilidade de sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2010.

– Para mim, é uma alegria. Me vejo em um bom momento da política – afirmou o petista.

Na tarde de sexta-feira, Paim estava em seu gabinete em Brasília. O parlamentar conversou por telefone com Zero Hora por 30 minutos sobre o movimento favorável ao seu nome para a Presidência. A seguir, a síntese da entrevista:

Zero Hora – O senhor quer disputar a vaga de candidato do PT à Presidência?

Paulo Paim – Não é questão de querer ou não. Todo homem público, naturalmente, vê com satisfação o seu nome levantado para candidato ao maior cargo do país. Quem não ficaria feliz com isso? Se dissesse o contrário, estaria mentindo. Nem por isso tenho de sair por aí fazendo campanha.

ZH – Supondo que o seu nome ganhe força nos Estados e na internet, o senhor aceitaria postular a candidatura?

Paim – Eles (movimentos sociais) dizem que farão toda a mobilização e virão me procurar para demonstrar a viabilidade da candidatura. Daí, analisarei o quadro.

ZH – Simpatizantes dizem que o senhor estimulou a campanha.

Paim – A base social não depende da tua vontade. Ela se articula e aponta caminhos com os quais aquele que estiver na frente concorda ou não. O movimento surgiu de lá para cá. Em nenhum momento pensei em ser candidato à Presidência. Preparei a minha reeleição ao Senado. Essa base social mostra que quer me impulsionar para um cargo majoritário. Não vou frustar o direito de eles fazerem esse debate, que pode impulsionar o meu nome ou outros.

ZH – Entidades como a Unegro e o Movimento de Consciência Negra Palmares afirmam que o senhor quer que se faça a campanha. Há até uma comunidade oficial no Orkut chamada Paim presidente.

Paim – Isso é improcedente. No Orkut, há diversas iniciativas de “Paim presidente” pelo meu trabalho na Câmara e no Senado. Tu achas que eu teria capacidade, como um senador sem um centavo, de articular tudo isso de forma gigantesca? Só se fosse mágico e tivesse varinha mágica. Imagina se vou criar comunidade. Ninguém discutiu isso comigo.

ZH – O senhor acredita que é possível ser o primeiro negro presidente do Brasil?

Paim – Acredito que um dia o Brasil poderá ter um presidente negro e uma mulher. Quem acreditava que nos Estados Unidos, onde o preconceito racial é forte, seria eleito um negro com esse charme, força e competência? Se na maior potência do planeta aconteceu, por que não pode ocorrer no Brasil? Mas não sei quem será esse presidente negro.

ZH – Esse presidente negro pode ser o senhor?

Paim – Sou o único senador negro. O pessoal faz alguma vinculação porque Obama era senador e também era ligado aos direitos humanos. O processo de construção vai apontar o caminho. Mas pode ser Paulo, Pedro ou João.

ZH – O senhor se considera o Obama brasileiro, como dizem seus apoiadores?

Paim – Me considero Paulo Renato Paim, gaúcho, nascido em Caxias do Sul. Tenho carinho e respeito por Obama. Mas ninguém deve ou pode querer ser cópia de outro.

ZH – Por que o movimento ocorre sem o conhecimento da cúpula do PT?

Paim– Existe uma indicação do partido, não-oficial ainda, que respeito muito (Dilma Rousseff). Eu mesmo tenho advogado publicamente o nome da Dilma. Os movimentos sociais e outros setores estão preocupados com esse debate. Eles entendem talvez que outros nomes devem ser levantados.

ZH – O senhor pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Paim – Esse movimento está tomando mais corpo neste momento. Esperarei para ver até aonde vai. Até março ou abril, haverá um quadro melhor. Se esse movimento tiver força em nível nacional, é natural dialogar com os líderes do PT. Se provocado, tenho obrigação de dialogar com os partidos aliados. Defendo uma política de alianças ampla.

ZH – O senhor conversou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT?

Paim – Não. Todas as vezes que estive no palanque sempre foi elogiando ou defendendo o nome dela.

ZH – Se necessário, o senhor estaria disposto a disputar uma prévia com a ministra?

Paim – Não disputaria prévia. Sou contra prévia. A sociedade organizada por si só deve apontar o caminho de quem deva ser o candidato, fruto da política de aliança do PT.

ZH – O seu objetivo é ganhar visibilidade e se cacifar como candidato ao Palácio Piratini?

Paim – Não trabalho com essa hipótese. Eu preparei com muito carinho a minha reeleição para o Senado.

ZH – O senhor está preparado para governar?

Paim – Depois de tantos anos na vida pública, me sinto em condição de saber administrar ou governar de forma coletiva.

MARCIELE BRUM- marciele.brum@zerohora.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Justiça proíbe Manuela D'Ávila de usar Lula no programa eleitoral da TV

colaboração para a Folha Online

A 1º Zona Eleitoral do Rio Grande do Sul proibiu a campanha da deputada federal e candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Manuela D'Ávila (PC do B), de usar imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha de TV. A decisão foi divulgada ontem pelo juiz Ricardo Torres Hermann e o partido já entrou com recurso para tentar reverter a situação.

"Temos uma declaração genérica [de apoio], em vídeo, que foi encaminhada a todos os aliados. Não vamos mais utilizar, para não causar nenhuma intriga. Porém, temos várias imagens de arquivo da Manuela com o Lula da época da campanha presidencial. Isso nós vamos continuar usando", disse Adalberto Frasson, presidente do PC do B em Porto Alegre e um dos coordenadores da campanha.

A decisão da Justiça foi motivada por uma representação da coligação da candidata adversária, Maria do Rosário (PT), que alegou que Manuela é filiada a um partido adversário da legenda de Lula na eleição de Porto Alegre. Ao contrário de São Paulo, onde a candidata a prefeitura Marta Suplicy (PT) é coligada com o partido --que lançou Aldo Rebelo (PC do B) a vice--, em Porto Alegre os partidos disputam uma vaga no segundo turno.

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra as duas com 18%, numa acirrada disputa para chegar ao segundo turno, provavelmente contra o atual prefeito, José Fogaça (PMDB), que lidera com 33%.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Comissão vê indícios de perseguição sistemática aos movimentos sociais no RS

Da Agência Brasil

Brasília - A Comissão Especial do Conselho de Defesa da Pessoa Humana, ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, comprovou que realmente há possibilidade de estar em andamento um movimento articulado que tentar acabar com os movimentos sociais no Rio Grande do Sul. A afirmação foi feita hoje (10) pelo coordenador-geral do Programa Nacional de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos e também relator da comissão, Fernando Matos.

Ele garantiu que está “fartamente comprovado” o sinal de excessos na atuação da Brigada Militar – a Polícia Militar gaúcha - em relação aos movimentos sociais. “Ficou configurando a hipótese que gerou a vinda da comissão aqui no Rio Grande do Sul”.

Segundo Fernando Matos, a comissão vai se reunir com o Poder Judiciário, com o Ministério Público e com a governadora Yeda Crusius para analisar se esses são atos isolados ou se está em execução uma politica do governo do estado.

O principal objetivo da comissão é garantir o respeito aos direitos civis e as liberdades públicas e analisar a atuação da Brigada Militar em relação aos movimento sociais.

terça-feira, 29 de julho de 2008

PT quer ampliar investigações sobre casa de Yeda

Agencia Estado

A deputada estadual Stela Farias (PT) pediu hoje ao procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, que amplie as investigações sobre a aquisição da casa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). O PT considera que uma promessa de compra do imóvel por R$ 1 milhão, assinada pelo empresário José Luís Borsatto em agosto de 2006, indica que a aquisição feita por Yeda e seu marido, Carlos Crusius, em dezembro do mesmo ano, pode conter irregularidades porque o negócio foi registrado por um valor inferior, de R$ 750 mil.

Além disso, o partido quer que o Ministério Público de Contas verifique se o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) lançou na conta de provisão de créditos de liquidação duvidosa dívidas que o vendedor do imóvel, Eduardo Laranja da Fonseca, teria com a instituição.

O advogado Paulo Olímpio Gomes de Souza, representante da governadora e do marido dela, considera a promessa de compra de Borsatto como inválida porque não está assinada por Fonseca. Ele também sustenta que o vendedor queria o pagamento em dinheiro, enquanto o empresário oferecia um imóvel para quitar a maior parte do negócio. Lembra ainda que em outubro de 2006 a casa foi oferecida em anúncios por R$ 850 mil.

A compra da casa de Yeda foi objeto de polêmica durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em depoimento aos deputados, o delegado da Polícia Civil Luiz Fernando Tubino disse ter conhecimento de que o empresário tucano Lair Ferst teria pago R$ 400 mil do negócio emitindo um cheque honrado com sobras da campanha. Mas admitiu não ter provas. Da Camino começou a analisar o caso hoje e deve se pronunciar em 15 dias

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.