terça-feira, 7 de outubro de 2014

Casados há 65 anos, idosos morrem no mesmo dia e com minutos de diferença

Na última sexta-feira, 3, o casal de idosos se despediram da vida do mesmo jeito que sempre viveram, de mão dadas
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Rafael de Freitas/Arquivo Pessoal
O casal cumpriu a promessa realizada de se amarem na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separasse
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Casados há 65 anos, um casal de idosos cumpriu a promessa realizada, na maioria dos casamentos, de se amarem na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separasse.
Na última sexta-feira, 3, os dois se despediram da vida, do mesmo jeito que sempre viveram, de mão dadas.
Italvino Possa tinha 89 anos e lutava contra uma leucemia desde agosto de 2013. Diva, sua esposa descobriu um tumor agressivo na bexiga, em abril deste ano. O problema de Diva fez com que ela vivesse seus últimos dias internadas no Hospital São Lucas, em Porto Alegre.
Italvino ia ao centro médico frequentemente para receber transfusão de plaquetas, na ocasião ele sempre visitava a esposa.
Percebendo sua fraqueza, dois dias antes de sua morte, Diva pediu que, o marido, os 10 filhos, os 14 netos e seis bisnetos, fossem ao hospital para uma visita de despedida.
Após a notícia, na madrugada seguinte, Italvino foi internado com uma hemorragia, enquanto Diva piorava seu quadro com falência hepática.
Acompanhando a vida do casal, uma enfermeira resolveu colocar os dois no mesmo quarto e juntou as duas camas. No mesmo instante Italvino e Diva deram as mãos.
Poucos minutos depois o gaúcho não resistiu e morreu. Sua esposa, Diva, faleceu 45 minutos depois.
Essa história de amor emocionou os funcionários do hospital, os quais estiveram acompanhando todo o processo dos dois e a cidade onde viviam, após o obituário que os familiares enviaram ao Jornal “Zero Hora”.
"Narramos o que aconteceu no e-mail que enviamos para o obituário e, para nossa surpresa, começamos a receber recados de muitas pessoas emocionadas
com a história’’, disse Rafaela de Freitas, uma das netas do casal.
"Eles estavam sempre juntos e se apoiavam o tempo todo, principalmente nos momentos difíceis’’, lembra Rafael, de 25 anos. Ele conta ainda que os avós eram exemplos de carinho e companheirismo para toda a família.
"Ele era tão educado que, até na hora da morte, abriu a porta para ela’’, disse o médico nefrologista Fernando Tettamanzy, definindo o casal como um exemplo de cumplicidade, doçura e retidão.

Redação O POVO Online
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